13 de out de 2012

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Controle do Stress



Matéria:Mantenha a ordem

Ambientes organizados reduzem o stress


Ambientes organizados, como a sala, o armário e a mesa do escritório contribuem, de maneira geral, para a redução do stress porque dá a sensação de que a vida está em ordem. De forma oposta, uma casa desarrumada ou uma escrivaninha lotada de papel podem estimular a irritação, o mau humor e a tensão.

Segundo a dona da empresa Tudo em Ordem sem Bagunça, Renata Haddad Muniz, pesquisas mostram que a organização externa, na maioria das vezes, revela a ordem interna de uma pessoa. “Quando existe muita bagunça na casa, percebemos que a nossa vida se encontra também em desordem. A harmonia do ambiente promove o bem-estar do indivíduo”, afirma.

Renata explica que após a conclusão do seu trabalho, que é literalmente colocar em ordem a vida doméstica dos outros, 80% dos clientes ficam mais calmos, sorridentes e menos estressados. “A maioria dos clientes que nos procura está no limite do stress. As pessoas não encontram até as coisas mais simples, como chaves e documentos. Depois, com a casa em ordem, percebo que há controle sobre as tarefas do dia-a-dia.”

Na avaliação da psicóloga Carolina Borges, algumas atitudes em relação à organização do ambiente podem minimizar o stress. Por exemplo, definir tarefas diárias de acordo com as prioridades é uma ótima iniciativa para quem quer ter uma vida mais tranquila. “Faça um levantamento do material necessário para realizar essas tarefas, deixe sobre a mesa o que é preciso para executá-las e, o mais importante, inicie e conclua o trabalho que está fazendo”, aconselha. Carolina acrescenta que é sempre bom ter por perto objetos que nos transmita calma. “Uma foto de alguém querido ou um objeto que possa ser inspirador sobre a mesa também é recomendado”, diz.

Já a professora do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, Henriette Tognetti acredita que tanto a organização como a desorganização são modos de ser. Assim, tentar colocar em ordem a vida de uma pessoa que convive com a desordem, pode ainda atrapalhar mais o seu cotidiano. A especialista afirma que a vontade de mudar deve ser voluntária, sem pressões. “Esse é o jeito de ser em meio à forma como o indivíduo vive. É normal quando esse indivíduo percebe que o ambiente em que ele vive é uma bagunça, começar a colocá-lo em ordem.”

E para Henriette, dar uma pausa na correria do dia a dia para arrumar o armário nem sempre é um simples hábito que reduz o stress. Em alguns casos, o gesto pode ter uma conotação mais profunda. “Arrumar a gaveta, por exemplo, pode ser uma forma de tentar encontrar algo, o que nem sempre é uma coisa concreta. É como se situar na vida, tomar uma posição em relação a algo que se depara no trabalho ou em casa”, conclui.

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